terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Vitória de Pirro

O verdadeiro nome de Pirro era Neoptólemo, mas foi pelo apelido “cara de lobo” que se tornou conhecido. Ele era filho de Aquiles e da princesa Deidamía e foi criado com sua mãe e avós na cidade de Épiro. Cresceu ouvindo as façanhas que se narravam a respeito de seu pai na Guerra de Troia e, inspirado nele, tornou-se um hábil lutador de espada.
Depois da morte do pai, foi chamado a guerrear contra os troianos e venceu grandes batalhas, sendo muito admirado por isso. Mas o fim da guerra parecia impossível, até que Odisseu tivera a ideia de presentear os troianos com um imenso troféu: um cavalo de madeira, confeccionado com os restos dos barcos gregos destruídos. Ele foi um dos vários guerreiros que entraram em Troia escondidos no ventre cavalo.
Voltando como herói de guerra, desposou Hermione, filha de Menelao, e tornou-se rei de Épiro. Porém, a sanha de mais conquistas preencheu suas intenções e pretendeu vencer os romanos, os mais recentes inimigos da Hélade. Em 280 a.C., armou um considerável exército, com 25 mil homens de infantaria, 3 mil de cavalaria e dezenas de elefantes treinados e cruzou o mar Jônio para conquistar Roma.
Durante cinco anos de uma série de batalhas, alianças políticas muito fracas e gastos imensos com um exército de mercenários, derrotou os romanos. Entretanto suas perdas humanas e materiais foram tão devastadoras que mal conseguiu voltar para seu reino, onde encontrou fome e desolação.
Apesar de ser considerado um dos melhores generais do seu tempo, sua obstinada intenção de construir um império na Magna Grécia deixou como herança apenas a expressão "vitória de Pirro", que serve para exemplificar que nem sempre a vitória pertence ao vencedor, pois numa revide romana, toda a Hélade foi incorporada como colônia. Acabou sendo morto por Orestes, o primeiro e real amor de Hermione.
A expressão “vitória de Pirro” é uma metáfora muito usada para descrever uma vitória tão sacrificada, desgastante e violenta que, na prática não valeu a pena ser obtida, já que o custo foi mais alto do que as vantagens advindas.

É possível trazer essa história para nossa vida real e refletir até que ponto estamos perseguindo uma vitória parecida. Para manter um relacionamento, um emprego, uma posição social ou de mando paga-se muito caro por isso, não raras vezes, uma vida inteira de prejuízos, tanto materiais como morais, psicológicos e até físicos. Perder a saúde, o sono, o tempo e as boas companhias vale a pena? No final resta a sensação de derrota, de incertezas, infelicidade, desprezo e uma morte inglória. 


4 comentários:

  1. Lindo, nossa, bem sabes como amo estas estórias, Mitologia Grega, Romana, enfim...
    Li duas vezes um livro A Canção de Tróia de Colleen Mccullough e fiquei fascinada ainda mais e assim posto meus poemas baseados no que aprendi!
    Amei ler aqui meu amigo professor, tai a diferença, aprender com o professor é bem melhor!
    Abraços apertados, ah, estava com saudade!

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  2. Olá, Augusto
    Um post bem reflexivo e já senti isso também: há coisas que não valem a pena mesmo parecendo, aparentemente, muito boas!
    Abraço fraterno

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  3. Uma longa história e triste tbém
    acho que é o que vivemos hj, sem
    acertos , tentamos mas não vemos por egto
    uma saida, e já sabe que adoro ler td que é
    desse tempo..elogios mais uma vez pelo belo
    post
    Deixo um abraço de boas festas e um 2016 com
    sonhos e realizações bjussss

    Rita

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  4. OI AUGUSTO!
    VERDADE, UMA LIÇÃO MESMO, AINDA MAIS QUE NA GUERRA NÃO HÁ VENCEDORES, SÓ VENCIDOS.
    MUITO BOM TEU TEXTO.
    ABRÇS
    -
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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