quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quando o amor atravessa a História



Ao se falar de amor, sempre nos remetemos a alguns casos históricos que, além de servir para inspirar a dramaturgia e as artes, também servem de parâmetro para o nosso próprio caso. Divergi da proposta inicial porque penso que há muitos casos na história e que foram vividos com muita intensidade. São alguns deles:

O primeiro caso de amor eterno, penso que seja o entre Adão e Eva. Ele foi o primeiro profeta de Deus e precisou provar o fruto da árvore do conhecimento, o que lhe propiciou saber a diferença entre o bem e o mal e sair da ignorância. Ela, mulher decidida, apoiou seu esposo e o seguiu para além do conforto do Éden. Assim, esse casal passou para a história, foi o precursor de muitas gerações e sua queda tornou a felicidade possível e a evolução espiritual humana uma realidade.


O caso entre Páris, príncipe de Ìlion (Tróia) e Helena foi tão famoso na Grécia Antiga que mereceu ser registrado por Homero, grande escritor. Este amor causou a destruição total de seu reino. Fugindo da morte pelos espartanos, o casal se refugiou no centro da Europa, onde fundaram um povoado e uma dinastia denominada Parisii. Mais tarde recebeu o nome de Lutécia Parisii pelos romanos e depois, simplesmente Paris. Hoje é uma das mais belas cidades europeias.


Outro caso de amor tão comentado é o entre o príncipe D. Pedro e Domitila de Castro, a marquesa de Santos. Não podendo se casar com uma plebeia, teve de encarar um casamento arranjado com a casa real austríaca. Mesmo tendo se tornado o primeiro imperador do Brasil, não abandonou o seu amor, causando escândalos, o que lhe atraiu a alcunha de devasso. Teve cinco filhos com Domitila e só a deixou porque teve de assumir o trono de Portugal, em 1829.

O amor que Dante dedicou a Beatriz deixou uma marca profunda em toda poesia lírica italiana, abrindo caminho aos poetas e escritores que se lhe sucederam destacando o tema do amor, até então, não tão enfatizado. O amor por Beatriz aparece como a justificativa de sua poesia, de sua vida e, por ela, desceria até o inferno. Desse amor, resultaram quatro filhos.



As margens do rio Yamuna, na Índia, foi o palco do amor entre Shah Jahan e Aryumand Banu Began, mais conhecida Mumtaz Mahal, que faleceu ao dar a luz ao seu 14° filho. Em sua homenagem, o inconsolável Shah Jahan construiu o mausoléu mais impressionante que existe, o Taj Mahal, como prova do maior amor do mundo.



Outros amores também fizeram sua própria história, não deixaram legados tão marcantes, mas nem por isso são tão inesquecíveis como os citados.



13 comentários:

  1. Oi Augusto :)
    Mesmo tendo divergido da proposta inicial dessa BC,seu texto ficou brilhante.
    Gostei de ler sobre esses amores que fizeram história.
    Pra mim,o casal mai fascinante da sua postagem foi Shah Jahan e Mumtaz Mahal.Achei emocionante e não conhecia esse relato.
    Bjs e boa noite \o/

    'O homem é movido pela energia vital do amor' (Dante Alighieri)

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  2. Guto amei não tem problema que pensou serem casais reais, alias os escolhidos aqui foram sensacionais, tadinha da Mumtaz, tbm depois de 14 filhos foi mais que merecido o monumento não sabia que havia sido feito após sua morte....aprendi mais um pouco hoje.

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  3. Uma postagem pra la de boa, mas gostei dessa escolha tão diferente
    parabéns e tem mesmo tantos casais lindos por ai
    Elogios prá vc maninho
    Bjuss e bom final de semana
    _________Rita!

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  4. Gostei do post realmente acho que o primeiro casal que se amou de vdd foram Adão e Eva, eu também pensei que o Taj Mahal tivesse sido feito em vida para a esposa apesar de tudo uma prova de amor que dura anos e anos....

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  5. Sensacional essa postagem esses vi um documentário sobre D. Pedro e Domitilia tenho que admitir houve amor uma pena que tinham que cumprir as regras da época pois hoje em dia ele teria jogado tudo pro alto e casado com ela. Os demais sem comentários né casais eternizados.

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  6. Augusto:
    Em resposta ao seu comentário sobre meu post dessa BC, pelo menos no quesito filmes, temos o mesmo bom gosto, rsrsrsrsr.
    Suas escolhas aqui também ficaram bárbaras.
    Bjs.:
    Sil

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  7. Isso foi covardia...uma verdadeira aula de História. Eu sou formada em História e não tive esta inspiração. Parabéns, excelente.
    No meu blog o nome do filme do primeiro casal é um filminho de comédia romantica chamado "Muito Bem Acompanhada". Um grande abraço. Raquel

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  8. Boa noite Augusto.
    Uma leitura interessante,já que quando fala-se de amor tudo fica mais bonito.
    ótimo final de semana para você.

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  9. Augusto gostei muito de sua postagem, amores vividos, pouco importava o preço que pagariam, muito bom saber, beijos Luconi

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  10. Uau! Simplesmente amei!
    Quem pensaria tão profundo assim?
    Parabéns pelas escolhas inusitadas!

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  11. Olá Amigo, que tema lindo , perfeito para uma blogagem coletiva.
    Amor perfeito, amor eterno, amor que eternizou na história... todos que citou, foram eternizados e eu costumo falar para minha mãe quando já se passaram uma década da partida do meu querido pai e o amor da minha mãe continua vivo e com muita saudade. Então falo pra ela, o amor de você é tão forte que venceu a morte. Acredito que onde meu pai estiver, ainda ama minha mãe e um dia eles irão se encontrar.
    Amor, que coisa linda é o amor quando verdadeiro.
    Desculpa amigo, talvez tenha fugido um pouco do foco principal, mas me fez lembrar da linda história de amor dos meus pais. Bjuss, fica com Deus.

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  12. vitória n35 2d oi professor eu gostei muito desse texto me faz pensar melhor

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  13. O amor perfeito, amores platônicos, amores para sempre .Historias que emocionam uma geração de apreciadores da arte ,que retrata pessoas que fizeram loucuras para provar que o verdadeiro amor existe ,historias reais que foram relatas por antigos poetas e são interpretadas pelo modernismo ,que procura mostrar que o amor é mais do que um simples sentimento .É algo que vale apena matar, morrer e destruir aqueles que tentarem entrar em seus caminhos e com amor tudo fica mais belos e inusitado. THAINA 2B-40

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