terça-feira, 15 de maio de 2012

As mães também erram!

No programa Fantástico, de 13 de maio de 2.012, uma reportagem mostrou mães orientais, morando na Europa e cuidando da formação dos filhos. Estes possuíam uma agenda diária repleta de tarefas que deveriam cumprir à risca, objetivando o primeiro lugar nas turmas da escola. O zelo em transformar aqueles pequenos, que mal sabem o que é uma brincadeira, em adultos superdotados e exigir deles um desempenho máximo, deixou visível que elas privilegiam a concorrência, tanto em relação aos outros colegas quanto em relação a eles mesmos, pois deveriam superar-se a cada momento. A criança até poderia escolher um prêmio a cada êxito, mas não deveria receber elogios, para não ser estragada. Então, a repórter entrevista três conhecidas atrizes brasileiras, que acharam tudo aquilo um absurdo. Comentaram, gabando-se, que seus filhos crescem soltos, sem limites e fazem apenas o que querem e gostam. Falaram da importância da liberdade sem cobranças para que as crianças e jovens não carreguem traumas na vida adulta, deixando mais evidente que são relapsas e omissas do que zelosas. A reportagem, não concluída, deixou no ar uma lacuna impossível de ser preenchida: a diferença entre duas culturas quanto a educação dos filhos. Não conheço os pormenores da educação dos países orientais, mas sei muito bem o que resulta da omissão e do relaxamento dos pais brasileiros, que delegam à Escola a incumbência de educar os seus filhos. A permissividade desses pais, principalmente os de classes mais elevadas, gera filhos que pensam que tudo é permitido, que acham que as outras pessoas não são de sua categoria, que são seus serviçais e estão aí para servi-los. Queimar vivo um índio indefeso, mendigos e atacar e bater numa empregada doméstica são brincadeiras inocentes para eles. São pequenos tiranos que não exitam em humilhar seus súditos, pais e inclusive seus professores. Nas classes média e baixa, a permissividade gera jovens sem alguma perspectiva na vida. Tais como aqueles, estes também não recebem em casa aquela educação de como se portar nos mais variados contextos. “Com licença”, “por favor” e “obrigado” são expressões desconhecidas e somente utilizadas quando não há outra alternativa. Sigmund Freud, um marco na história da humanidade, disseca o indivíduo e encontra as três instâncias que o compõem: Id, superego e ego. As primeiras fazem parte do inconsciente e uma cuida dos prazeres enquanto a outra trata da repressão. O ego, a única e minúscula parte consciente, está espremido entre três situações: os desejos insaciáveis do id, a severidade repressiva do superego e os perigos do mundo exterior (a sociedade e a cultura). Assim, uma vida consciente normal é o equilíbrio encontrado para satisfazer os desejos e, ao mesmo tempo, aceitar e driblar a repressão do superego, da sociedade e dos tabus culturais. Quando esse equilíbrio não se faz, o indivíduo pode sublimar os desejos dedicando-se a uma atividade cultural e/ou social, como arte, ciência, religião, técnicas, instituições sociais e políticas etc. Todavia, se os desejos não são sublimados, em seu lugar pode surgir a perversão, como o nazismo, pedofilia, necrofilia, guerra, terrorismo, voyeurismo, propaganda subliminar, enfrentamento de torcidas, repressão policial, arrastão e outros. Toda mãe sempre pensa que está dando o melhor de si e são raras as que buscam informações e ajuda de profissionais para ajudá-las na educação dos filhos, que pesquisam e comparam seus métodos com outros. No fim, é comum ouvirmos mães se perguntarem: “eles tiveram tudo, onde foi que eu errei?”

14 comentários:

  1. Eu acho que os dois extremos estão errados.
    Acho que as crianças e os jovens em geral devem ser cobrados e terem limites impostos mas também acho que não precisa ser dessa forma que foi falada no caso das mães orientais, acho que o importante para uma criança é a infancia, e crianças tratadas desse modo não são crianças e sim pequenos robôs, e acaba surgindo aqueles adultos que praticamente mata o filho porque não tirou um 10 ou então se mata por ter cometido algum erro profissional.
    Matheus Berlofa 2Dar

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  2. Assisti a reportagem, e concordo com o comentário acima, tudo que é rigoroso demais vira uma espécie de ditadura e concordo que crianças tenham que brincar sim, mas também deve aprender desde cedo quais são seus limites.

    Abçs

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  3. Eu vi tbm a reportagem e achei um absurdo nem uma nem outra estão corretas.
    Aqui em casa criei meus filhos como fui criada com educação e respeito, dei a liberdade necessária mas com horário, regras e causa efeito. Se brincavam tinha que guardar os brinquedos, se fossem mal criados ficavam de castigo. Tenho dois adolescentes que estão chegando na fase adulta que sabem o valor do que possuem, respeitam os mais velhos. Mas tem alguns amigos deles que os pais nem sabem onde estão ou que fazem.

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  4. Onde foi que eu errei é boa, errou em não saber ter o equilíbrio ou é tudo pode ou nada pode e ai acontece o que descreveu tão bem.
    Nossos pais que tiveram uma educação mais severa exageram em liberar tudo, as vezes por se sentirem culpados em estar tão ausentes. É muito complicado educar hoje em dia.

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  6. Quantas vezes a gente pensa assim

    Onde foi que errei, mas será que a gente erra mesmo? Ou não temos como
    controlar nosso filhos por causa desse mundo difícil em que vivemos
    concordo com vc nesse texto,falta um pouco mais de informação mas que é complicado é e muito.
    A gente ve tanta coisa ruim nesse mundo de meu Deus!

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  7. Se um dia for mãe espero agir com coerência, nem de mais ou menos, quero ser amiga mas sem deixar de exercer o papel de mãe que cuida e zela mas sem tirania.

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  8. Josiane de Macedo Oliveira7 de junho de 2012 14:42

    Não minha opinião não se pode querer que os filhos sejam perfeitos, fazendo com que eles tenham uma agenda diária, mais também não podem deixar os filhos soltos e deixando que eles façam tudo o que querem e pensam, sem o menor respeito com o próximo.
    As mães precisam impor limites, ensinando-os a serem educados e influenciando-os para fazerem o melhor.
    Cada criança tem que ter o seu tempo, a criança precisa brincar e ser feliz, assim como o jovem também precisa, mais tudo dentro de alguns limites.

    Josiane- 2ºA- AB

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  9. Na nossa opinião, os dois modos de "educação" não são aceitáveis ou adequados; a criança deve ser criada com coerência, sem muita liberdade, mas também não pode ficar presa à coisas impostas pelos pais. Jany, Dani Santos, Laís, Naiara e Natália Oliveira. 2° B - am

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  10. As mães tem que exigir sim de seus filhos, mas também deixa-los ter uma infancia saudavel, sem proibi-los de brincar.
    Rafaela 2C AB

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  11. Eu não acho isso certo,a mãe não elogia os próprios filhos.Claro têm mães que exageram na educação dos filhos.
    William-2°Cab

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  12. Eu acho que as crianças tem que ter seus limites mais não muitos limites impor regras sim fazer estudar elogiar sim é muito importante e o mais importante é ter uma boa relação com ele, na adolescência eles poderão até reclamar disso mais quando forem adultos irão ver que os pais estavam certos grande maioria não por causa de muitos exageros. Amanda 2°C Américo Brasiliense

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  13. Acho que os pais tem sim que exigir impor limites mais nem tudo exagerado elogiar sim e fazer a criança ter um bom convivo com eles sem prender com as coisas que os pais impõem mais também não soltar demais é bom cada um conhecer seu filho e saber estabelecer os limites. Helena 2C ab

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  14. Será que as pessoas que se perguntam onde foi que eu errei? querem realmente saber a resposta?
    É muito difícil educar uma filho, porém nunca podemos chegar aos extremos... mas, todos temos que aprender que há limites para uma convivência realmente humana.
    Bjus

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