sábado, 28 de abril de 2012

Pense no que tem escolhido.

Caso1 - Uma senhora foi muito mal atendida em uma loja e, mesmo comprando o vestido que tanto desejava, não parava de falar sobre o ocorrido, de como tinha sido ofendida. Foi à formatura do filho com cara de enterro e nem aproveitou o baile, mas usou o tempo todo para falar mal da loja. Caso 2 - Um marido chegou em casa e, como estava cansado, preferiu tomar um banho e relaxar. Sua esposa, toda faceira, foi lhe fazer um agrado, mas o marido educadamente a repeliu. Queria ficar sozinho um pouco. Ela, toda ofendida, ligou para a mãe, reclamendo sobre a grosseria do marido e se vingou dele durante um bom tempo. Caso 3 - Uma professora foi se queixar ao diretor da escola sobre como um aluno a ofendera durante uma aula. O aluno foi chamado para uma onversa e se defendeu o tempo todo, dizendo que nada fizera para ofendê-la e que até gostava dela. Mas a professora, naquele bimestre, incluiu nota também de comportamento e a arrogância daquele aluno foi devidamente vingada. Caso 4 – Um rapaz atendeu uma chamada no celular e virou-se para escutar melhor o que a secretária da empresa onde trabalhava tinha a lhe dizer. Sua namorada, percebeu a monobra e logo desconfiou que ele estava lhe escondendo algo, sentindo-se excluída. Exigiu, aos gritos, que ele desligasse e se explicasse. Ante a tentativa de ouvir o que a secretária dizia e defender-se dos tapas que ameaçavam vir da namorada, desligou o celular dizendo que ligaria em seguida. A namorada, toda ofendida, deixou-o falando sozinho e foi embora, não reatando mais seu namoro. Quantos casos assim podem ser relatados? Em todos eles, uma pessoa se sente ofendida pela atitude de outra. Mas não estamos aqui discorrendo sobre desrespeito e maus-tratos, também muito comuns. Falamos sobre o fato de como as pessoas escolhem ser ofendidas. Interpretam mal um caso, vestem a máscara de vítimas e se lamentam por ser incompreendidas, fracas, não-amadas, doentes. Acrescentam que fazem de tudo, trabalham para morrer, cuidam bem dos filhos, se matam no trabalho da casa, procuram conversar, são elas quem mantêm a relação, se esforçam para manter tudo em ordem, fazem tudo direitinho e ainda são ofendidas. Geralmente, elas reagem e perpetuam o ciclo de ofensas porque não conseguem ou não querem sair dele. Sentir-se ofendido é um hábito e, por sinal, um péssimo hábito. É, no mais das vezes, uma escolha da pessoa, uma postura diante das outras pessoas e dos fatos. Todos nós temos a opção de sermos ou não atingidos pela má conduta de outros, pelas palavras ferinas de alguém, pelo descaso, prepotência, pelo jogo de poder, pela concorrência desleal, pela mentira. Somos educados para ser assim? Ser ofendido é uma atitude esperada de um dado cultural? Em um sociedade imatura, como esperar que a educação das pessoas se complete, visando o salto de qualidade nas relações humanas? Pense em quantas vezes sofreu alguma agressão, foi vítima de incompreensão, foi mal-interpretado, passou por constrangimento, foi deixado de lado e tantos outros momentos em que tenha se sentido ofendido. Pois bem, na maior parte das vezes, foi você mesmo quem fez essa escolha. Concorda?

5 comentários:

  1. E como concordo com esse depoimento
    Já fui algumas vezes assim,brigava com tudo hj já tenho mais sabedoria
    e procuro não me estressar muito
    Mas conheço gente que fala o tempo todo sobre o assunto,nossa até me cansa rsrsr....E na maioria das vezes
    somos nós mesmo que procuramos isso!
    Bom final de semana.
    Abraços Rita!!

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  2. Um texto maravilhoso o triste desses relatos são que as pessoas perdem muito tempo pensando na ofensa e não vivem. Hoje em dia lido bem com essas situações não vou mentir dizendo que não fico chateada, mas não fico remoendo por muito tempo afinal é melhor ser ofendido do que ser o ofensor.

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  3. Eu já fiz isso, fiquei magoada e me vinguei depois em senti tão idiota mas isso só aprendemos com a idade eu acho.

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  4. Muitas pessoas interpretam os fatos que acontecem de forma errada. Na maioria das vezes são elas mesmas que procuram serem ofendidas e não vivem o que tem de bom para atormentar a vida dos outros. Passamos sim por constrangimentos vindo de pessoas maldosas, mas não gostamos de sermos ofendidas como algumas pessoas tem prazer de serem.
    Letícia n°19 - 2°A

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  5. Vivemos em uma sociedade a onde um sempre tem que ofender o outro. Como andar na rua e ouvir alguém dizer algo em relação aos negros. A sociedade vive em um mundo em qual só ela pode se sair bem, a onde o amor não vale nada e o dinheiro vale tudo. A onde o carinho e o afeto tentam ajudar, a arrogância e a ganância tentam matar. É muita falta de carácter para pouca gente querendo lutar. Aprendemos a viver assim e isso não vai mudar!
    Letícia 3B 21

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