segunda-feira, 30 de abril de 2012

Os perigos do senso comum.

O senso comum é o avesso de qualquer processo evolutivo. Ele não permite outros conhecimentos além daqueles que já possui por tradição. E é por causa dessa tradição que puras impressões se tornam verdades absolutas e inquestionáveis. Por ser tradicional, é também conservador e, por ser conservador, impede com as garras da ignorância burra que as verdades verdadeiras se sobreponham e se edifiquem. Ele se esconde atrás de ideologias dogmáticas, como as religiosas. É por isso que é o contrário da ciência. Enquanto aquele critica e picha o prédio da escola, esta filosofa sobre educação. Aquele vai aos estádios dar crédito ao grande circo do futebol, esta estende a mão mirrada em busca de verbas. Aquele desfila as multicoloridas fantasias da felicidade numa larga avenida, esta sobrevive em nichos escuros. A mídia, também se rende ao apetite voraz da patuleia non sense: as páginas dos jornais trazem, durante a semana toda, notícias que servem de alimento ao senso comum, enquanto isso, as descobertas científicas ficam restritas à meia página de um sábado ou domingo de um jornal sério. Se computadas as porcentagens de um e outra transmitidas pela mídia televisiva, é possível se verificar que o conhecimento (científico) não tem ou quase não tem importância para a grande manada telecomandada. O que de fato ocorre é aquilo que o senso comum mais adora fazer: confundir.

Um comentário:

  1. É lamentável ver que hoje em dia a sociedade está caminhando dessa forma. Tudo o que nos cerca hoje, acaba sendo banal, já que a mídia só quer apresentar o que a convém. É difícil ver alguém que realmente tenha uma visão diferenciada dos outros, que realmente sabe do que está falando, e que, principalmente, não diz as coisas somente para ser aceito nesse meio.

    Izadora, 2B - 13

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