quarta-feira, 25 de abril de 2012

Conflitos urbanos

Estima-se que os primeiros aglomerados humanos tenham surgido há 6.000 anos, na região da Mesopotâmia. Desde então, os homens têm se dedicado a viver e conviver com outros seres humanos. A divisão social do trabalho, sistemas de irrigação e de estocagem de alimentos, incremento da agricultura e da criação de rebanhos, moeda para facilitar as trocas comerciais e o avanço na tecnologia, entre outros, permitiram a fixação de grupos humanos em muitas regiões do Globo. De lá para cá, foi um longo aprendizado. Dos conflitos que espontaneamente surgiam, derivaram leis que regulamentavam esse convívio. Todavia, mesmo em face à complexidade social que vivenciamos nos dias de hoje, é evidente que muitos dos direitos, comuns a todos os cidadãos, são aviltados, desrespeitados acintosamente. A Lei do Silêncio (Lei n° 2.724, de 24 de setembro de 2.002) dispõe sobre a inviolabilidade da vida privada, da intimidade e da paz social, ou seja, do sossego, ao qual todos têm direito. Porém, não há alguma menção a ruídos e mau cheiro provocados por animais domésticos. Veja alguns casos comuns. Uma senhora, já bem idosa e adoentada, foi conversar com uma vizinha que possuía dois grandes cães. Pediu a ela que, se pudesse controlar os latidos e as brigas dos cães, ficaria agradecida, pois não conseguia dormir com o barulho. A vizinha não entendeu e quase agrediu a pobre senhora. Outra senhora foi conversar com sua vizinha sobre o fato de seus inúmeros gatos fazerem xixi e cocô em seu quintal, causando um cheiro nauseabundo, insuportável.  Elas também não se entenderam e quase houve um caso de polícia. Um senhor, que passava distraidamente em uma calçada, sofreu um ataque cardíaco porque um imenso cão avançou em sua direção. O cão estava no jardim de uma casa, cujo portão não era alto o suficiente. Há muitos casos assim envolvendo prédios de apartamentos e condomínios. Galinheiros, chiqueiros e currais já foram motivos de conflito e até de morte. O que as pessoas não compreendem, mesmo com todos os avanços legais, é que elas não têm algum direito de importunar seus vizinhos. Muitas, porque adoram animais, se acham plenamente amparadas pelas outras tantas que também adoram e possuem animais, gerando, com isso, um ciclo de desrespeito sem limites. Porque todos jogam papel nas ruas e emporcalham a cidade, vamos jogar também. Se todos fazem, por que eu não posso? Esse pensamento, além de não ser civilizado, avilta o direito mais básico da vida em comunidade, que é o de ser respeitado incondicionalmente. A educação dos filhos deve levar em consideração o respeito incondicional a qualquer cidadão, mas, infelizmente, não é isso que vemos em nossa sociedade. Gostar de animais é até bastante humano, mas deve haver uma conscientização das pessoas sobre o fato de ter de respeitar o sossego dos outros, incondicionalmente, antes de possuir um animal.

2 comentários:

  1. Concordo com o que disse.

    Tive um problema muito parecido com uma vizinha, que criava mais de 10 gatos, eles entravam pelo espaço vago embaixo do meu portao para fazerem as necessidades no meu jardim. Fui falar com ela e nao adiantou nada, conclusao:

    Optamos em colocar cerca elétrica e barras de ferro pregados na parte inferior do portao, com isso evitamos transtornos. Mas nem todos tem condiçoes para isso.

    Belo post!

    Saudaçoes caro amigo

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  2. Nossa sobre esse tema é um
    caos a gente discutir,tenho
    vizinhos aqui que poderia contar melhor o que acontece,ninguém te dó de ninguém...ainda bem que não tenho esse problema!!!bjin

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