terça-feira, 24 de abril de 2012

Ainda culpam os professores

Não faz muito tempo, ouvíamos falar dos casos absurdos ocorridos nas periferias dos grandes centros urbanos, relacionados às drogas: professores ameaçados em sala, pneus de seus carros furados, pintura riscada, drogas vendidas em forma de inocentes balas etc. Infelizmente isso não é passado e o que aterroriza a sociedade atual é que esses e outros casos mais violentos também atingem as pequenas e pacatas cidadezinhas do interior. Os professores enfrentam essa realidade e a abordagem de alunos que sabidamente se utilizam de drogas se torna uma missão quase impossível, pois nunca se sabe a reação de um adolescente, de um indivíduo que ainda não possui maturidade para ponderar e refletir sobre sua própria situação. Eles são ensinados a ter uma boa conduta, agir eticamente, aprender as regras de uma sociedade e se tornar um cidadão respeitável etc. Muitas vezes, os professores restam como modelos porque muitos pais são ausentes, displicentes, omissos e até se sentem incapazes de educar seus filhos. Daí, que delegam tacitamente à Escola essa incumbência. Sempre são criadas oportunidades e diferentes maneiras de se promover o protagonismo juvenil, favorecendo a promoção de saúde no contexto das políticas de proteção integral à infância e à adolescência, mas não se pode substituir seus responsáveis diretos, mesmo que muitos pais tenham perdido o controle sobre seus jovens, a respeitabilidade, enfim, o pátrio poder. A maioria é composta de pais trabalhadores, que deixam pouca ou nenhuma responsabilidade aos filhos, que não respeitam os mais velhos (avós) e se perdem nas ruas, sem muitas perspectivas de formação, de emprego, de ser “alguém”, pois sentem bem a realidade de seus pais. Mesmo sabendo sobre o Programa de Promoção de Saúde na Escola/PSE, as Políticas de Proteção Especial (ECA, SINASE) e a Política nacional sobre Drogas/ PNAD, os professores estão amarrados aos seus compromissos com os demais alunos e é como se houvesse um consenso entre todos que essas políticas quase nunca os atingem, que a abordagem de adolescentes em conflito com a lei deve ser sempre sutil e, muitas vezes, indireta, que é mais vantajoso “salvar” a maioria do que se perder e deixar de ser referência por causa de uns poucos. Somente quando essas políticas públicas estiverem de fato sendo adotadas e cumpridas, a sociedade tiver consciência de que é co-responsável pela educação de suas crianças e jovens e os governos deixarem de ser assistencialistas e assumirem seus compromissos reais com a escola, com os professores e profissionais da Educação, será possível respirar e arregaçar as mangas para realizar um trabalho que é dos mais dignos: educar.

12 comentários:

  1. Admiro demais os professores, não são valorizados, ganham pouco e se bobear apanham nas salas de aula. No meu tempo de escola quando um professor repreendia um aluno morríamos de medo de contarem ao pais, era castigo na certa e hoje em dia é esse descaso e culpa dos pais que defendem os filhos acima de tudo, absurdo.

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  2. Concordo um dos trabalhos mais dignos: Educar, mamãe foi professora primaria sem duvida outra época hoje em dia os mestres são verdadeiros heróis.

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  3. Na minha era pq faz tantos anos rsrsr
    a gente tinha um respeito profundo
    pelos professores,eles educavam os
    alunos como filho,hj que pena que tem
    um desrespeito ..
    Mas eu parabenizo a cada um pelo seu valor!!!!

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  4. Bom dia.
    Vim conhcer o seu espaço através da Patrícia Gales e gostei muito da proposta do mesmo.

    Parabéns pelo texto.
    Eu acredito que a paz nasce no lar, mas é evidente que não é regra geral.
    Mas eu sempre estimulei nos meus dois filhos o respeito e a valorização não só dos professores mas para com todos na sociedade.

    Um excelente fim de semana !
    Sucesso em suas escolhas!

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  5. Muito bom o texto sempre respeitei muito meus professores e minha mãe foi Mãe mesmo não dava mole, rs Ela dizia se tiver educação conseguira se sobressair e concordo.

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  6. Olá REcebi sua visita em um post do Educação em Foco e acabei conhecendo seu blog.
    Adorei o texto
    Sempre lembro que o respeito ao outro, independente de ser um professor, é uma premissa que não deveria faltar na educação das crianças. Cresceram adultos que compreenderam o limite das suas ações no mundo.
    Fico indignada com o desrespeito que observo por parte dos alunos. Os meus tem 7 anos e alguns até agem como se tivessem a minha idade. Não compreendem que há regras no mundo e não podem sair chutando, xingando, debochando só porque são tratados assim fora da escola.
    Parabéns pelo post
    Felicidades
    Cris Chabes

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  7. acho o trabalho de professor um trabalho quase que de risco pois hoje enfrentão situações precarias e de desrespeito



    gabriel 2°A n°10

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  8. tem que respeitar sim os professores, pois sem eles não existiria nenhuma profissão pois todos primeiramente tem que passar por eles.

    Thales 2°G Noite N°44

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  9. Cada vez mais os professores vem perdendo seu valor diante da sociedade,enfrentando não apenas um salário baixíssimo mas também o desrespeito em seu local de trabalho, tendo que enfrentar ameaças e muitas vezes agressões de alunos. E acredito eu que em poucos anos o numero de professores diminuirá bastante.
    Roberta Nº34 2A

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  10. Infelizmente nem todos os adolescentes conseguem se socializar de maneira correta perante os mais velhos, principalmente com os professores. Eles esquecem que tudo o que "sabem" hoje, foi devido à pelo menos alguns anos de estudo, e isso, graças ao professor. A maioria dos casos são por causa da família, que muitas vezes acabam deixando de lado essa parte da formação de seus filhos.

    Izadora, 2B - 13

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  11. nada ver fica cupando os professor cada aluno escole o seu caminho para o futuro
    talita 2°A 36

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  12. Tem que respeitar a profissão de um professor, pois ele só quer nos ajudar a ter mais conhecimento.
    Rick - 3°F n° 32

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